segunda-feira, 28 de maio de 2012

História dos Reis de Israel e Judá


Os Reis de Israel
Estudo que traz informações sobre todos que reinaram em Israel, estudo que traz o nome e uma descrição a respeito de cada um.

OS REIS DE ISRAEL
(Em I e II Reis)

(Divisão dos dois reinos – Israel / Judá)

“As necessidades do Rei Salomão não eram simples. Sua corte numerosa tinha um apetite saudável, e o dinheiro que Salomão fazia através do comércio não era suficiente para pagar os gastos. Portanto, ele dividiu seu reino em doze distritos de impostos. O povo de Israel deveria pagar pela vida luxuosa da corte real. A cada distrito foi dado um governador que tinha que prover o suficiente para a corte de Salomão durante um mês a cada ano. Ele também usou trabalho forçado para diminuir os custos de seus maciços projetos de construção.
O povo logo notou que Judá, a própria tribo de Salomão, fora deixada fora do sistema de impostos. Isso aliado à injustiça de ter que suportar as extravagâncias do rei, levou as tribos do norte a se ressentirem, e foi isso que dividiu o reino de Salomão, após a sua morte.”*






ISRAEL
REINO DO NORTE
COMPOSTA POR 10 TRIBOS:

1. Rúben
2. Simeão
3. Issacar
4. Zebulom
5. Dã
6. Naftali
7. Gade
8. Aser
9. Efraim
10. Manassés


*NOTA:
Levi não aparece porque pouco depois do êxodo do Egito, Levi tornou-se uma tribo de sacerdotes. Não lhes foi dada uma faixa de território, mas antes, receberam 48 cidades com as terras ao redor.


José também não aparece. Os descendentes de seus 2 filhos, Efraim e Manassés, formavam 2 ½ tribos, cada qual herdando território na Terra Prometida. Visto que a conquista de Josué foi incompleta, muitas das tribos enfrentaram problemas para a ocupação de seus novos territórios.

CAPITAL DE ISRAEL – SAMARIA
FOI LEVADO PARA O CATIVEIRO – ASSÍRIO (Capital – Nínive)


FORAM OS SEGUINTES REIS:

1. Jeroboão I
2. Nadabe
3. Baasa
4. Elá
5. Zinri
6. Onri
7. Acabe
8. Acazias
9. Jorão
10. Jeú
11. Jeoacaz
12. Jeoás
13. Jeroboão II
14. Zacarias
15. Salum
16. Menaém
17. Pecaías
18. Peca
19. Oséias


1. JEROBOÃO I

Filho de Nebate e de Zerua, mulher viúva, e nasceu (talvez de matrimônio) em Zeredá (1 Rs 11.26): ele é designado pela expressão infamatória de ter feito pecar a Israel (1 Rs 12.26 a 33, e 13.34, etc.). Salomão teve conhecimento deste mancebo, quando estava edificando Milo (aparentemente uma parte dos muros de Jerusalém), e o fez intendente da cobrança proveniente dos trabalhos impostos aos indivíduos de Efraim (1 Rs 11.26,27). A sua ambição foi alimentada pelo profeta Aías, pois lhe disse que ele havia de reinar sobre dez das tribos, e que, se obedecesse às leis de Deus, havia de ser próspero o seu reino, como tinha sido o de Davi (1 Rs 11.29 a 40). Sabendo isto, ficou Salomão assustado, e procurou prender Jeroboão, que por esse motivo fugiu para o Egito, onde permaneceu até à morte do rei. Voltou, então, para a sua terra natal, e pôde observar que Roboão, que tinha sucedido a seu pai no trono de Davi, tinha já indisposto contra ele as dez tribos do norte. Quando os habitantes destas tribos souberam que Jeroboão tinha voltado, fizeram-no rei de todo o povo de Israel. Jeroboão fixou a sua residência em Siquém, que mandou fortificar. Ele também reedificou Penuel, cidade além do Jordão, pondo-a em estado de defesa, a fim de conservar quietas as tribos situadas do outro lado do rio (1 Rs 12.1 a 25). Mas bem depressa esqueceu Jeroboão as condições sob as quais a prosperidade lhe tinha sido prometida (1 Rs 11.38). Receando que, se as dez tribos fossem a Jerusalém para assistirem às festividades anuais, poderiam afastar-se dele, estabeleceu um culto idolátrico com dois altares principais, em Dã e em Betel (1 Rs 12.28 a 30). Também edificou templos, e estabeleceu sacerdotes dos mais baixos do povo, que não pertenciam à família de Arão, nem à de Levi (1 Rs 12.31). Foi Jeroboão avisado por Deus, mediante as palavras de um desconhecido profeta, por virtude do qual foi secado o braço do rei, e depois restaurado (1 Rs 13.1 a 10). E recebeu ainda censuras do profeta Aías, que já estava cego por motivo da sua velhice (1 Rs 14.1 a 18). Infelizmente as advertências divinas não foram tidas em consideração continuando Jeroboão e sua família no caminho do pecado para sua própria ruína (1 Rs 13.34). Depois de um reinado de vinte e dois anos, morreu Jeroboão, sucedendo-lhe seu filho Nadabe (1 Rs 13 e 14.1 a 20).

2. NADABE

Liberal. Rei de Israel, filho de Jeroboão I, que foi morto por Baasa (1 Rs 15.25, 31). A profecia de Aías foi literalmente cumprida, visto como o assassino causou a ruína de toda a casa de Jeroboão (1 Rs 14.10).

3. BAASA

Homem de origem muito humilde "levantado do pó" (1 Rs 16.2). Filho de Aías, e usurpador do trono de Israel. Para garantir sua posição real determinou que Nadabe e todos os da família de Jeroboão fossem mortos em Gibetom, e assim se cumpriu a profecia (1 Rs 14.10). Desprezando o aviso de Deus (1 Rs 16.1 a 5), o seu governo foi cheio de perturbações, pois esteve continuamente em guerra com Judá. No seu reinado, Ben-Hadade, rei da Síria, tomou diversas cidades ao norte de Israel, obrigando-o, desta maneira, a desistir de fortificar Ramá contra Judá (1 Rs 15.20 a 22; 2 Cr 16.4,5). Todavia, depois de um reinado de vinte e quatro anos, foi ele um dos poucos reis a morrer de morte natural. Foi sepultado em Tirza (1 Rs 15.21), e a sua dinastia foi extirpada por Zinri (1 Rs 16.9 a 13).

4. ELÁ

(I Reis 16.8-10) “No ano vinte e seis de Asa, rei de Judá, Elá, filho de Baasa, começou a reinar em Tirza sobre Israel; e reinou dois anos. E Zinri, seu servo, capitão de metade dos carros, conspirou contra ele, estando ele em Tirza, bebendo e embriagando-se em casa de Arsa, mordomo em Tirza. Entrou, pois, Zinri, e o feriu, e o matou, no ano vigésimo sétimo de Asa, rei de Judá; e reinou em seu lugar.”

5. ZINRI

Rei de Israel, que governou o país pelo espaço de oito dias somente. Ele usurpou o trono pelo assassinato do rei Elá, mas o exército aclamou o general Onri como seu rei. Marchou Onri imediatamente contra Tirza, a capital. Zinri refugiou-se na parte interior do palácio, pôs-lhe fogo, e pereceu nas chamas (1 Rs 16. 9 a 20). 3. Descendente de Judá (1 Cr 2.6). 4. Descendente de Saul (1 Cr 8.36; 9.42). 5. Uma tribo dos filhos do Oriente (Jr 25.25).

6. ONRI

Adorador do Senhor. Rei de Israel e pai de Acabe. Quando o seu nome aparece pela primeira vez na Sagrada Escritura, no ano de 890 a.C., é ele comandante chefe, sob o governo do rei Elá. Sendo este assassinado por Zinri, foi Onri proclamado rei pelos seus soldados; e indo Onri atacar Zinri, em Tirza, conquistou esta cidade. Quanto a Zinri, pereceu nas chamas do seu palácio, dentro do qual ele reunia a sua corte, como rei de Israel. Tibni e Jorão não aceitaram a supremacia de Onri, seguindo-se uma guerra civil, que durou quatro anos. Ficando Onri vitorioso, reinou pelo espaço de seis anos em Tirza; transferiu depois a sua residência para Samaria, onze quilômetros distantes de Siquém, sendo ali rei por mais seis anos. Onri fez um tratado com Ben-Hadade I, rei de Damasco, entregando-lhe algumas cidades da fronteira, e tomando as suas medidas para a residência de uma colônia siríaca, em Samaria. Acabe, seu filho, casou com Jezabel, filha de um importante príncipe da Fenícia, e deste modo os males provenientes do culto a Baal foram introduzidos no reino de Israel. Além disso, durante o reinado de Onri, permaneceu Betel como capital religiosa do país, continuando ali o culto do bezerro, introduzido por Jeroboão. Miquéias, pelo ano 730 a. C., denunciou a política e a religião de Onri sob o nome de "os estatutos de Onri" (1 Rs 16.15 a 26; 20.34; Mq 6.16).

7. ACABE

Irmão de pai. Filho de Onri, sétimo rei de Israel, e o segundo de sua família, que se sentou naquele trono. A história do seu reinado vem no livro 1 dos Reis, caps. 16 a 22. Casou com Jezabel, filha de Etbaal, rei de Tiro, que era adorador do deus Baal, e tinha sido sacerdote da deusa Astarote, antes de ter deposto seu irmão e tomado as rédeas da governo. O reinado de Acabe distinguiu-se pela ação do profeta Elias, que se opôs fortemente a Jezabel, quando esta introduziu em Israel o culto de Baal e Astarote. A rainha Jezabel não somente levou o seu marido para a idolatria, mas também o fez viver uma vida maléfica. Foi ela quem instigou Acabe a cometer um grande crime contra Nabote, cuja vinha o rei ambicionou para juntar a outros aprazíveis terrenos que faziam parte do seu novo palácio de Jezreel. Nabote recusou vender o terreno, baseando-se na lei de Moisés, segundo a qual a vinha era a "herança de seus pais". Pela sua declaração foi acusado de blasfêmia, sendo ele e seus filhos mortos por apedrejamento (2 Rs 9.26). Elias então disse que a destruição da casa de Acabe seria a conseqüência desta atrocidade. Uma grande parte do reinado de Acabe foi ocupada com três campanhas contra Ben-Hadade II, rei de Damasco. Das duas primeiras guerras ele saiu completamente vitorioso. No fim da segunda, o rei Ben-Hadade caiu nas mãos de Acabe, mas foi libertado sob a condição de restituir todas as cidades de Israel, que tinha em seu poder, e fazer bazares para Acabe em Damasco (1 Rs 20.84). A bênção de Deus foi retirada da terceira campanha. O profeta Micaías (ou Mica) avisou Acabe de que não teria agora a proteção divina, dizendo que os profetas que o tinham aconselhado estavam apressando a sua ruína. Acabe foi à batalha e disfarçou-se para não ser conhecido pelos frecheiros de Ben-Hadade. Apesar disso foi morto por certo homem que arremessou a flecha à ventura. O seu corpo foi levado para Samaria, para ser sepultado, e na ocasião em que um criado estava lavando o carro, lamberam os cães o seu sangue (1 Rs 22.37,38).

8. ACAZIAS

Filho de Acabe e Jezabel, e oitavo rei de Israel. Estava para partir numa expedição contra o rei de Moabe, que, sendo seu vassalo, se tinha revoltado, quando adoeceu por haver caído pelas grades de um quarto no seu palácio de Samaria. Quando tinha saúde prestava culto aos deuses de sua mãe, mas agora mandou saber ao pais dos filisteus, por meio dos seus oráculos e de Baal-Zebube, se restabeleceria. Elias censurou-o por esta impiedade e anunciou-lhe a sua morte próxima. Reinou uns dois anos (1 Rs 22.51 a 53; .2 Rs 1).

9. JORÃO

O Senhor é exaltado. Forma abreviada de Jeorão. 1. Filho de Josafá (2 Rs 8.21). 2. Filho de Acabe (2 Rs 8.16 e seg.). 3. Filho de Toí, rei de Hamate (2 Sm 8.10). 4. Um levita do tempo de Davi (1 Cr 26.25). 5. Sacerdote que viajou por Judá, ensinando a Lei por ordem de Josafá (2 Cr 17.8).

10. JEÚ

O Senhor, Ele o é. Filho de Josafá e neto de Ninsi. Foi com ele que principiou a quinta dinastia dos reis de Israel, a qual teve maior duração que outra qualquer casa real daquele país (2 Rs 10). As principais características de Jeú foram discrição, rapidez da ação, e crueldade. Ele era ainda jovem quando Deus mandou a Elias que o ungisse como rei de Israel (1 Rs 19.16). Por qualquer razão não efetuou Elias o mandato, que passou para Eliseu, realizando este profeta a cerimônia da unção por procuração e em segredo (2 Rs 9.1,6). Nesta ocasião era Jeú capitão daquela força que cercava Ramote-Gileade, tendo ali sido deixado por Jorão, que se tinha retirado para Jezreel, a fim de ser curado de uma ferida. Havendo conhecimento de tudo isto, foi ele aclamado rei pelos oficiais, que lhe proporcionaram aquelas honras que o tempo e o lugar permitiam (2 Rs 9.2 a 15). Procurou Jeú evitar que as notícias da insurreição chegassem aos ouvidos de Jorão; e então partiu logo para Jezreel, e ali matou o rei de Israel e provocou a fuga do rei de Judá e a morte de Jezabel (2 Rs 9.24 a 37). Não se deteve Jeú neste feito, mas continuou a mortandade até que a casa de Acabe foi exterminada (2 Rs 10.1 a 14). Foi durante a marcha para Samaria que Jeú encontrou Jonadabe, o recabita, conseguindo dele o seu auxilio na matança, dos adoradores de Baal, dentro do respectivo templo edificado por Acabe (1 Rs 16.32; 2 Rs 10.23). Foi despedaçada a estátua de Baal, o templo foi arrasado, e daquele sítio fizeram um lugar para usos vis. Todavia, embora Jeú tivesse sido o instrumento nas mãos de Deus para infligir o devido castigo à casa de Acabe, é na Sagrada Escritura acusado de não abandonar inteiramente os pecados de Jeroboão, que fez pecar Israel, prestando culto aos bezerros de ouro (2 Rs 10.29 a 31). Ele parece ter sido movido mais pelo espírito de ambição do que pelo temor de Deus, não sendo, na verdade, o desejo de restaurar a pureza do culto do Senhor o que o impelia nos seus atos. Durante os seguintes vinte e sete anos do seu reinado não há conhecimento de qualquer fato de Jeú que não seja o de manter o culto do bezerro, que Jeroboão tinha instituído. Foi sepultado em Samaria, sucedendo-lhe seu filho Jeoacás. Jeú é mencionado no "Obelisco Negro" (que agora existe no Museu Britânico), sendo representado a pagar o tributo a Salmaneser II, rei da Assíria (840 a.C.). É chamado na inscrição "Jeú, filho de Onri", não sendo conhecida a mudança da dinastia pelos escribas da Assíria, dado o caso que Onri não seja um erro clerical, estando em vez de Ninsi, como já tem sido sugerido

11. JEOACAZ

O Senhor apoderou-se de. Filho de Jeú, e rei de Israel por dezessete anos (2 Rs 13.1 a 9). Durante o seu reinado esteve ele, em parte, sujeito a Hazael, rei da Síria, que o obrigou a reduzir as suas forças militares e a pagar tributo. Embora Jeoacaz tivesse seguido e apoiado a maligna idolatria de Jeroboão I, era, contudo, tão triste e aflitiva a sua situação e a do país que ele, por fim, suplicou ao Senhor que o ajudasse. O libertador mandado, ou foi Jeroboão II (2 Rs 14.25), ou mais provavelmente Adade-Nirari III, da Assíria, que bloqueou Damasco cerca do ano 803 a.C.

12. JEOÁS

O Senhor é forte. Filho de Jeoacaz, e o 12º rei de Israel. Foi o pai de Jeroboão II (2 Rs 13.10). Rei de Israel, Joás, ou também Jeoás, era filho de Jeoacaz, a quem sucedeu; e foi pai de Jeroboão II (2 Rs 14.1). Em conseqüência de uma visita que Jeoás fez a Eliseu, já moribundo, prometeu-lhe o profeta que ele havia de alcançar três vitórias na luta com seus inimigos g Rs 13.14 a 19). Por três vezes derrotou Hadade, reconquistando algumas cidades que os sírios tinham tomado. Saiu, também, vitorioso numa guerra que teve com Amazias, rei de Judá (2 Cr 25 e seg.). A causa desta guerra foi extraordinária. Ele tinha tomado a soldo por 100 talentos de prata um exército de guerreiros de Israel, com o fim de tomarem parte numa expedição contra Edom. Mas sendo persuadido a ir ao combate sem esses homens, mandou-os embora. Ficaram as tropas mercenárias enfurecidas com este procedimento, e, no caminho para as terras de Israel, saquearam um certo número de cidades de Judá. Amazias, para vingar-se da afronta, declarou guerra a Joás. Este rei derrotou Amazias em Bete-Semes, derribou o muro de Jerusalém, e saqueou a cidade e o templo, levando para o seu pais alguns dos seus habitantes, como reféns. Ele morreu em Samaria (2 Rs 13.9 e seg. ; 14.1 a 27; 2 Cr 25; Os 1.1; Am 1.1).

13. JEROBOÃO II

Filho de Jeoás, rei de Israel, e o quarto da dinastia de Jeú. Reinou pelo tempo de quarenta e um anos; e embora ele favorecesse as práticas idólatras do filho de Nebate, Deus, contudo, o prosperou tanto que o seu reinado foi uma restauração do reino das dez tribos, o qual se levantou da decadência, em que estava, a um alto grau de extraordinário esplendor. Foi durante o seu reinado que viveram e ensinaram os profetas Amós, Oséias e Jonas. Os fatos da vida de Jeroboão II encontram-se narrados em 2 Rs 14.23 a 29, e nos escritos de Oséias e Amós. Ele foi, talvez, esse "salvador" prometido no reinado de Jeoacaz, pois pela sua ação saíram os israelitas de sob as mãos dos sírios (2 Rs 13.4; 14.26,27). Continuou ainda a combater o inimigo, chegando a tomar a sua capital, a cidade de Damasco (2 Rs 14.28; Am 1.3,5). E de conquista em conquista recuperou todo o domínio de Salomão, em conformidade à profecia de Amós 6.14. Todavia, a antiga moralidade dos israelitas e o puro culto de Deus não foram restaurados: predominava o vício e a opressão, e era manchado pela idolatria o culto do Senhor (Os 1.2; 4.12,13,14; 13.6; Am 2.6 a 8; 4.1; 6.6).

14. ZACARIAS

Lembrado do Senhor. Rei de Israel, o último da casa de Jeú, que reinou somente seis meses. Foi morto numa conspiração, de que Salum era chefe. Ele sustentou as práticas idólatras da nação (2 Rs 14.29; 15.8,11).

15. SALUM

Retribuição. Filho de Jabes; matou Zacarias, o 14º rei de Israel, e usurpou o seu trono. Depois de ter reinado um mês, foi ele próprio assassinado em Samaria por Menaém, 770 a.C. (2 Rs 15.10 a 15).


16. MENAÉM


Confortador. O filho de Gadi, que assassinou o usurpador Salum, e se apoderou do trono vago de Israel (2 Rs 15.14 a 22). A tomada da cidade de Tirza pelo rei idólatra Menaém foi assinalada por atos de terrível crueldade. O mais notável acontecimento do seu reinado foi o primeiro aparecimento de uma força hostil de assírios na fronteira nordeste de Israel. Nesta ocasião, contudo, foram libertados os israelitas.

17. PECAÍAS

(II Rs. 15.23-27) “No ano cinqüenta de Azarias, rei de Judá, começou a reinar Pecaías, filho de Menaém, sobre Israel, em Samaria, e reinou dois anos. E fez o que era mau aos olhos do SENHOR; nunca se apartou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com que fez pecar a Israel. E Peca, filho de Remalias, seu capitão, conspirou contra ele, e o feriu em Samaria, no paço da casa do rei, juntamente com Argobe e com Arié, e com ele cinqüenta homens dos filhos dos gileaditas; e o matou, e reinou em seu lugar. Ora, o mais dos atos de Pecaías, e tudo quanto fez, eis que está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel.”

18. PECA

Filho de Remalias, era oficial das forças reais, que assassinou Pecaías rei de Israel apoderando-se do trono (736 a.C.), de recursos, e esforçou-se em restaurar as fortunas do seu país, que tinham sido enfraquecidas não só com os pesados tributos, lançados, pelos monarcas da Assíria (2 Rs 15.20), mas também com as lutas internas. Reuniu-se ao rei Rezim, de Damasco (2 Rs 15.37), com o fim de espoliar o reino de Judá. Em parte foi isto mais tarde realizado (2 Cr 28.6) por meio de uma terrível mortandade; mas teve de recuar por causa do auxílio prestado a Judá pelo rei da Assíria (2 Rs 16.7 a 9). Foram notáveis as conseqüências desta guerra. Ocasionou as grandes profecias de Isaías (caps. 7 a 9); foi tomado Elate, o único porto judaico no mar Vermelho; e por fim metade do reino de Peca passou para Tiglate-Pileser, rei da Assíria, que tinha sido chamado para socorrer o rei de Judá (2 Rs 15.29; 2 Cr 5.26). Peca, que por meio da violência tinha subido ao trono, foi também assassinado por Oséias, filho de Elá, o qual se apossou do reino (2 Rs 15.30).

19. OSÉIAS

(II Rs. 15.29-31) “Nos dias de Peca, rei de Israel, veio Tiglate-Pileser, rei da Assíria, e tomou a Ijom, a Abel-Bete-Maaca, a Janoa, e a Quedes, a Hazor, a Gileade, e a Galiléia, e a toda a terra de Naftali, e os levou à Assíria. E Oséias, filho de Elá, conspirou contra Peca, filho de Remalias, e o feriu, e o matou, e reinou em seu lugar, no vigésimo ano de Jotão, filho de Uzias. Ora, o mais dos atos de Peca, e tudo quanto fez, eis que está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel.”





JUDÁ
REINO DO SUL
COMPOSTA POR 2 ½ TRIBOS:


1. Judá
2. Benjamim
½ Manassés


CAPITAL – JERUSALÉM
FOI LEVADO PARA O CATIVEIRO – BABILÔNICO (Capital – Babilônia)


FORAM OS SEGUINTES REIS:

1. Roboão
2. Abias
3. Asa
4. Josafá
5. Jeorão
6. Acazias
7. Atalia
8. Joás
9. Amazias
10. Azarias (Uzias)
11. Jotão
12. Acaz
13. Ezequias
14. Manasses
15. Amóm
16. Josias
17. Jeoacaz
18. Jeoaquim
19. Joaquim
20. Zedequias


1. ROBOÃO

Foi o filho e sucessor de Salomão (1 Rs 11.43). Tinha quarenta e um anos ao subir ao trono. Quando lhe foram pedir que diminuísse os impostos, lançados por seu pai, ele recusou, respondendo altivamente aos representantes do povo. As suas arrogantes palavras produziram a revolta das dez tribos e o estabelecimento do reino de Israel, sob o domínio de Jeroboão. Roboão reuniu um exército de 180.000 homens com o fim de submeter os revoltosos; mas a expedição não se realizou em virtude das palavras proferidas pelo profeta Semaías, que declarou ser a separação dos reinos em conformidade com a vontade de Deus (1 Rs 12.24). O culto ao Senhor foi mantido em Judá, e por esta razão muitos levitas e piedosos israelitas emigraram do reino do Norte para o reino do Sul, desgostosos com o culto do bezerro, introduzido por Jeroboão em Dã e Betel. 1.) Todavia, Roboão não removeu os elementos daquela lasciva idolatria, importada por seu pai (1 Rs 14.22 a 24). Esta imoralidade idolátrica foi castigada por uma invasão dos egípcios, sendo Roboão compelido a comprar a paz, com os tesouros de seu pai (1 Rs 14.25 a 28). Reinou Roboão dezessete anos, sucedendo-lhe Abias, seu filho
e de Maaca.


2. ABIAS

O Senhor é pai. Filho de Roboão e rei de Judá depois de seu pai (1 Rs 14.31; 2 Cr 12.16). É chamado Abias no Livro das Crônicas e Abião no livro dos Reis. Abias esforçou-se em recuperar o reino das dez tribos (Israel), e fez guerra a Jeroboão. Foi bem sucedido, e tomou as cidades de Betel, Jesana e Efrom, com as suas respectivas vilas. Depois da sua vitória fortificou-se, e casou com quatorze mulheres (2 Cr 13.21). Reinou somente três anos, sendo iníqua a última parte do seu reinado. Seguiu os maus passos de seu pai Roboão, caindo no pecado da idolatria e imoralidades afins. Sua mãe chamava-se Maaca; era neto de Salomão (1 Rs 15; 2 Cr 11.20).

3. ASA

Médico. Filho de Abias e rei de Judá, que se distinguiu pela sua dedicação ao verdadeiro culto do SENHOR e pela sua ativíssima hostilidade à idolatria (1 Rs 15.9 a 24; 2 Cr 15.1 a 19). Sua avó Maaca prestava culto a certo ídolo num bosque, mas Asa queimou esse símbolo religioso, e mandou lançar as suas cinzas no ribeiro de Cedrom, despojando depois Maaca da sua dignidade de rainha-mãe. Asa fortificou cidades na fronteira e levantou um grande exército, com o qual derrotou inteiramente o invasor Zerá. Voltando a Jerusalém, convocou uma grande assembléia, na qual foi renovado, com impressiva solenidade, o concerto de buscar a nação o Senhor Deus de Israel (2 Cr 15). Aliando-se com Ben-Hadade, rei de Damasco, Asa obrigou Baasa, rei de Israel, a abandonar o seu projeto de fortificar Ramá, e firmou as fortalezas de Geba e Mispa em Benjamim com a intenção de evitar a emigração de Judá, ou a imigração para este reino. Asa morreu, muito estimado e honrado pelo seu povo, no ano quarenta e um do seu reinado.

4. JOSAFÁ

O Senhor julga. Filho de Asa, que subiu ao trono de Judá na idade de trinta e cinco anos. O seu reinado foi de vinte e cinco anos (2 Cr 17.1). Prevaleceu contra Baasa, rei de Israel, e pôs guarnições nas cidades de Judá e Efraim, as quais seu pai tinha conquistado. Ele também demoliu os lugares altos e postes-ídolos dos deuses pagãos, quanto ele pôde; e levou isto a efeito, pondo ao mesmo tempo em campo um número considerável de sacerdotes, levitas e príncipes, para que atravessassem a terra e ensinassem ao povo a lei. Ele manteve um grande exército, e era respeitado e temido pelos povos circunvizinhos, pagando-lhe tributo os filisteus e os árabes. Todavia, foi censurado por ter feito aliança com o idólatra Acabe, rei de Israel (1 Rs 22.44; 2 Cr 18.1; 19.2). Josafá reparou as suas faltas, com os regulamentos e ordenações que estabeleceu nos seus domínios, tanto pelo que respeita aos negócios civis, como aos religiosos; com a sua vigilância pessoal e exemplo; com a nomeação de juizes honestos e hábeis; e com a regularização da vida disciplinar dos sacerdotes e levitas, mandando que cumprissem os seus deveres com pontualidade (2 Cr 19). Depois disto deu-lhe Deus, em resposta às suas orações, um completo triunfo sobre os moabitas, e os amonitas, e também sobre os meonianos, povo da Arábia Petréia. Josafá tentou juntamente com Acazias estabelecer uma esquadra; mas, tendo os navios naufragado em Eziom-Geber, abandonou essa idéia (2 Cr 20.35 a 37). O desastre tinha sido predito pelo profeta Eliezer, como castigo da sua insensata aliança com Acazias, rei de Israel. O fim do seu reinado foi calmo e sossegado, estando a direção dos negócios nas mãos de seu filho Jeorão. Josafá foi, certamente, um homem piedoso e justo, mas faltou-lhe aquela firmeza de caráter, necessária para bem dirigir os negócios de Estado, sendo isso a causa das calamidades do seu reinado. Todavia, pela sua coragem e atividade ele era respeitado e temido. Foi sepultado no real sepulcro (1 Rs 22.51; 2 Cr 21.1).

5. JEORÃO

O Senhor é engrandecido. A sua forma abreviada é Jorão. Filho mais velho e sucessor de Josafá, rei de Judá (2 Rs 8.16). A rainha Atalia, filha de Acabe, incitou-o a praticar a idolatria e outros pecados, o que foi causa de grandes calamidades. Ele começou no trono a sua carreira assassinando todos os seus irmãos, a quem Josafá tinha afastado dos negócios do Estado, colocando-os nas cidades fortificadas de Judá. E aconteceu, como castigo das suas iniqüidades, que os edomitas, que por muito tempo haviam estado sujeitos aos reis de Judá, se revoltaram contra Jeorão, e estabeleceram a sua independência (2 Rs 8.20,21; 2 Cr 21.8,9). Houve, depois disto, a invasão dos filisteus, assaltaram o palácio do rei, matando toda a família real e subordinados, escapando apenas o filho mais novo, Acazias, que foi levado para o cativeiro (2 Cr 22.1). Passados dois anos morreu o rei de uma terrível enfermidade, "sem deixar de si saudades", sendo-lhe negada a sepultura no lugar dos sepulcros dos reis (2 Cr 21.19,20).

6. ACAZIAS

Filho de Jeorão e de Atalia, filha de Acabe, e, portanto, sobrinho do precedente Acazias. É chamado Jeocaz em 2 Cr 21.17. Acazias, idólatra, foi feliz na aliança com seu tio Jorão, rei de Israel, contra Hazael, rei da Síria. Era tão estreita a união entre tio e sobrinho, que houve grande perigo de que o gentilismo se propagasse com grande força pelos reinos dos hebreus. Este mal foi evitado por uma grande revolução, movida em Israel por Jeú, sob a direção de Eliseu. Quando Acazias visitava o seu tio em Jezreel, aproximou-se Jeú da cidade. Os dois reis saíram ao seu encontro, mas a seta de Jeú penetrou o coração de Jorão, sendo Acazias perseguido e mortalmente ferido. Tinha reinado apenas um ano (2 Rs 8.25 a 29, e 9).

7. ATALIA

Jah é grande. Filha de Acabe e Jezabel, a qual casou com Jeorão, filho de Josafá, rei de Judá, e introduziu nas terras do sul o culto de Baal, que já estava espalhado pelo reino de Israel. Depois da subida de Jeú ao trono de Samaria, ela matou todos os membros, menos um, da família real de Judá, que tinham escapado ao morticínio do rei de Israel (2 Rs 10.14). O que foi salvo era uma criança, de nome Joás, filho mais novo de Acazias, tendo sido a sua tia Jeoseba quem o escondeu. Esta era filha do rei Jorão, e mulher do sacerdote Joiada (2Cr 22.11); e foram estes que cuidaram do pequeno príncipe, ocultando-o no templo pelo espaço de seis anos, durante os quais reinou Atalia sobre Judá. Mas no fim deste tempo apresentou Joiada ao povo o seu legítimo rei, e "na casa do Senhor" recebeu este as homenagens dos soldados da guarda. No sábado, uma terça parte das tropas manifestou a sua fidelidade ao rei no palácio, e os restantes dois terços contiveram a multidão dos visitantes e adoradores, que acorreram ao templo. Atalia, que não prestava o seu culto na casa do Senhor, reconheceu que estava em perigo, ao ouvir as vozes do povo e a música na exaltação do seu neto ao trono. Ela chegou já tarde ao templo, e imediatamente a retiraram dali por mandado de Joiada, que disse: "Não a matem na casa do Senhor" (2 Rs 11). Foi morta à entrada da casa do rei.

8. JOÁS

Rei de Judá. Foi o único dos filhos de Acazias que escapou ao massacre, que Atalia ordenara (2 Rs 11.2). Foi salvo por Joseba, e oculto no templo pelo espaço de seis anos. No fim deste tempo foi Joás, por meio de uma revolução, elevado ao trono de Salomão, sendo ele o único sobrevivente que descendia deste rei. Começou então, um período de prosperidade, sendo restabelecida a verdadeira religião. Mas, quando morreu Joiada, ele, influenciado por maus conselheiros, restaurou o culto de Baal, estabelecendo também postes-ídolos em honra de Astorete. Zacarias o censurou, mas Joás mandou que ele fosse apedrejado no vestíbulo do templo. Recebeu depois a recompensa da sua barbaridade. O pais foi saqueado por Hazael, rei da Síria; e Joás, tendo adoecido, foi morto na cama pelos seus criados (2 Cr 24.20 a 25). O seu reinado teve a duração de quarenta anos. Foi sepultado em Jerusalém, mas o seu corpo não foi levado para os sepulcros dos reis de Judá (2 Rs 11.2 e seg.; 2 Cr 24.25).

9. AMAZIAS

Fortaleza do SENHOR. Tendo vinte e cinco anos de idade, sucedeu a seu pai Joás, que tinha sido assassinado pelos seus servos (2 Rs 12 e 14). Declarou guerra aos edomitas, derrotou-os no vale do Sal, ao sul do mar Morto, e tomou-lhes a sua capital, Sela ou Petra g Cr 25). Amazias realizou cerimônias religiosas em honra dos deuses deste último país e por causa deste ato de idolatria principiaram os infortúnios no seu reinado. Foi inteiramente derrotado na batalha de Bete-Semes por Jeoás, rei de Israel, a quem tinha provocado, e por quem foi preso e conduzido às portas de Jerusalém, que caiu sem resistência (2 Rs 14.13). No 27º ano do seu reinado foi Amazias assassinado por conspiradores em Laquis, para onde se tinha retirado, fugindo de Jerusalém (2 Cr 26.27).

10. AZARIAS

(II Rs. 15.1-7) “NO ano vinte e sete de Jeroboão, rei de Israel, começou a reinar Azarias, filho de Amazias, rei de Judá. Tinha dezesseis anos quando começou a reinar, e cinqüenta e dois anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Jecolias, de Jerusalém. E fez o que era reto aos olhos do SENHOR, conforme tudo o que fizera Amazias, seu pai. Tão-somente os altos não foram tirados; porque o povo ainda sacrificava e queimava incenso nos altos. E o SENHOR feriu o rei, e ficou leproso até ao dia da sua morte; e habitou numa casa separada; porém Jotão, filho do rei, tinha o cargo da casa, julgando o povo da terra. Ora, o mais dos atos de Azarias, e tudo o que fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? E Azarias dormiu com seus pais e o sepultaram junto a seus pais, na cidade de Davi; e Jotão, seu filho, reinou em seu lugar.”

11. JOTÃO

O Senhor é perfeito. Filho de Azarias, rei de Judá. Jotão governou, como regente, durante vinte e cinco anos, por causa da doença de seu pai, que era leproso, subindo ao trono depois desse período de tempo. Foi rei e homem de retidão, embora não tivesse abolido os lugares altos da idolatria. Como os amonitas não quisessem pagar os tributos, que lhes foram lançados por seu pai, ele os obrigou a isso pela força das armas. O seu reinado foi próspero, mas já no seu fim a paz foi ameaçada pelo rei de Damasco e por Peca. Foi contemporâneo do profeta Isaías (2 Rs 15; 2 Cr 27).

12. ACAZ

(II Rs. 16) “NO ano dezessete de Peca, filho de Remalias, começou a reinar Acaz, filho de Jotão, rei de Judá. Tinha Acaz vinte anos de idade quando começou a reinar, e reinou dezesseis anos em Jerusalém, e não fez o que era reto aos olhos do SENHOR seu Deus, como Davi, seu pai. Porque andou no caminho dos reis de Israel, e até a seu filho fez passar pelo fogo, segundo as abominações dos gentios que o SENHOR lançara fora de diante dos filhos de Israel. Também sacrificou, e queimou incenso nos altos e nos outeiros, como também debaixo de todo o arvoredo. Então subiu Rezim, rei da Síria, com Peca, filho de Remalias, rei de Israel, a Jerusalém, para pelejar; e cercaram a Acaz, porém não o puderam vencer. Naquele mesmo tempo Rezim, rei da Síria, restituiu Elate à Síria, e lançou fora de Elate os judeus; e os sírios vieram a Elate, e habitaram ali até ao dia de hoje. E Acaz enviou mensageiros a Tiglate-Pileser, rei da Assíria, dizendo: Eu sou teu servo e teu filho; sobe, e livra-me das mãos do rei da Síria, e das mãos do rei de Israel, que se levantam contra mim. E tomou Acaz a prata e o ouro que se achou na casa do SENHOR, e nos tesouros da casa do rei, e mandou um presente ao rei da Assíria. E o rei da Assíria lhe deu ouvidos; pois o rei da Assíria subiu contra Damasco, e tomou-a e levou cativo o povo para Quir, e matou a Rezim. Então o rei Acaz foi a Damasco, a encontrar-se com Tiglate-Pileser, rei da Assíria; e, vendo um altar que estava em Damasco, o rei Acaz enviou ao sacerdote Urias o desenho e o modelo do altar, conforme toda a sua feitura. E Urias, o sacerdote, edificou um altar conforme tudo o que o rei Acaz lhe tinha enviado de Damasco; assim o fez o sacerdote Urias, antes que o rei Acaz viesse de Damasco. Vindo, pois, o rei de Damasco, viu o altar; e o rei se chegou ao altar, e sacrificou nele. E queimou o seu holocausto, e a sua oferta de alimentos, e derramou a sua libação, e espargiu o sangue dos seus sacrifícios pacíficos sobre o altar. Porém o altar de cobre, que estava perante o SENHOR, ele tirou de diante da casa, de entre o seu altar e a casa do SENHOR, e pô-lo ao lado do altar, do lado do norte. E o rei Acaz ordenou a Urias, o sacerdote, dizendo: Queima no grande altar o holocausto da manhã, como também a oferta de alimentos da noite, o holocausto do rei e a sua oferta de alimentos, e o holocausto de todo o povo da terra, a sua oferta de alimentos, as suas ofertas de bebidas e todo o sangue dos holocaustos, e todo o sangue dos sacrifícios espargirás nele; porém o altar de cobre será para mim, para nele inquirir. E fez Urias, o sacerdote, conforme tudo quanto o rei Acaz lhe ordenara. E o rei Acaz cortou as cintas das bases, e de cima delas tomou a pia, e tirou o mar de sobre os bois de cobre, que estavam debaixo dele, e pô-lo sobre um pavimento de pedra. Também a coberta que, para o sábado, edificaram na casa, e a entrada real externa, retirou da casa do SENHOR, por causa do rei da Assíria. Ora, o mais dos atos de Acaz e o que fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? E dormiu Acaz com seus pais, e foi sepultado junto a seus pais, na cidade de Davi; e Ezequias, seu filho, reinou em seu lugar.”

13. EZEQUIAS

O Senhor, a suprema Força. Foi rei de Judá (726 a 697 a.C.), tendo sucedido a Acaz, seu pai, na idade de vinte e cinco anos, e governou o reino pelo espaço de vinte e nove anos. Ele é geralmente tido como um dos mais sábios e melhores reis de Judá. Tem-lhe sido dado o epíteto de "rei virtuoso", e realmente a descrição de muitos atos do seu reinado mostra à evidência o seu piedoso caráter no temor de Deus (2 Rs 18.5). Logo no princípio do seu reinado ele desfez inteiramente a má política de seu pai, e no seu ardente zelo destruiu os ídolos e templos pagãos que tinham sido erigidos em terras de Israel; ao fazer isto, restaurou ao mesmo tempo e purificou o culto prestado ao Senhor, e ordenou que o povo de Israel viesse a Jerusalém para celebrar a Páscoa (2 Cr 30.5). Distingue-se o seu reinado não só pela reforma na religião, mas também por muitas obras que realizou no país. Nas suas relações com os poderes estranhos, mostrou o rei igual vigor e zelo. Fortalecido pelas vitórias alcançadas na guerra contra os filisteus (2 Rs 18.8), ele preparou-se para sacudir o odioso jugo da Assíria. Estas preparações consistiam, em parte, no aperfeiçoamento das fortalezas de Jerusalém, e em levar abundância de água por baixo da terra para a cidade (2 Rs 20.20; 2 Cr 32.5 a 30). Ora, aconteceu que a tomada das cidades muradas de Israel pelo rei Senaqueribe deu causa a que Ezequias deixasse de pagar o tributo que tinha sido imposto a seu pai pelos assírios. E a conseqüência imediata desta forte resolução foi ser invadido o reino de Judá pelo exército assírio (Is 36), que exigia a rendição de Jerusalém. Tanto o rei como o povo compreenderam que era chegado o tempo de resistir às forças assírias, e prepararam-se para a luta. Então o juízo de Deus se manifestou sobre o exército assírio, que foi obrigado, pela pestilência que se espalhou no seu campo, a retirar-se muito apressadamente. A doença de Ezequias e o seu restabelecimento (2 Rs 20.1 a 11; Is 38), inspiraram a bela passagem que se acha em Isaías (38.10 a 20), e que é a única composição que do rei chegou até nós. Todavia, este rei que tão vivamente pôde exprimir a sua gratidão para com Deus, vemo-lo ceder à lisonja de Merodaque-Baladã, rei de Babilônia (que desejava obter o seu auxílio contra o rei da Assíria), efetuando um vão e pomposo aparato diante dos seus embaixadores. Por esta causa o profeta Isaías predisse o cativeiro da Babilônia, que aconteceu passado pouco mais de um século. Ezequias viveu submisso à vontade de Deus, e o restante do tempo do seu reinado passou-se tranqüilo, continuando na prosperidade o seu país. Este rei parece ter sido o protetor da literatura (Pv 25.1). Sucedeu-lhe no trono, em 697 ou 686 a.C., o seu filho Manassés, que não correspondeu às boas qualidades do seu pai.

14. MANASSÉS

Causando esquecimento. Era filho de Ezequias e tinha doze anos de idade, quando iniciou o seu reinado, que durou o espaço de vinte e cinco anos. Ele prestou culto aos ídolos de Canaã; reedificou os altos que o seu pai tinha destruído; levantou altares a Baal; e fez a construção de poste-ídolo. Mais ainda: edificou altares a todo o exército dos céus, nos pátios da casa de Deus; fez passar o seu filho pelo fogo em honra de Moloque; dedicava-se à magia, às adivinhações, aos augúrios, e a outras superstições; pôs um ídolo na casa de Deus; e finalmente, envolveu o povo em todas as abominações das nações idólatras, a ponto de os israelitas cometerem mais maldades do que os cananeus, a quem o Senhor tinha expulsado de Canaã. A todos estes crimes adicionou Manassés a crueldade, sendo derramados rios de sangue inocente em Jerusalém. Acrescentam as Crônicas que Deus o castigou por esses pecados, pois foi levado cativo para a Babilônia, onde se humilhou diante de Deus. Voltando a Jerusalém, estabeleceu de novo o culto ao Senhor, e destruiu todos os símbolos da idolatria, à exceção dos altos. Ordenou que Jerusalém fosse fortificada, e pôs guarnições em todos os lugares fortes de Judá. Manassés morreu em Jerusalém, e foi sepultado no jardim da sua casa (2 Rs 21; 2 Cr 33; Jr 15.4).

15. AMÓM

(II Rs. 21.19-22) “Tinha Amom vinte e dois anos de idade quando começou a reinar, e dois anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Mesulemete, filha de Harus, de Jotbá. E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, como fizera Manassés, seu pai. Porque andou em todo o caminho em que andara seu pai; e serviu os ídolos, a que seu pai tinha servido, e se inclinou diante deles. Assim deixou ao SENHOR Deus de seus pais, e não andou no caminho do SENHOR.”

16. JOSIAS

O Senhor sara. Filho de Amom, a quem sucedeu no trono de Judá, tendo a idade de oito anos (2 Rs 21.26). Já nesta pouca idade ele manifestava a sua piedade (2 Rs 22.2; 2 Cr 34.3). Quando chegou aos doze anos de idade, aboliu a idolatria no seu reino (2 Cr 34.3 e seguintes), e por toda parte ele destruiu os lugares altos, os postes-ídolos, as imagens, e outros sinais do culto pagão. Pessoalmente ele assistiu a esta purificação religiosa, pois ia percorrendo o país para bem observar tudo, somente voltando quando os seus propósitos estavam realizados. Feito isto, mandou examinar as obras do templo (2 Cr 34.8). Foi durante as reparações que o sumo sacerdote Hilquias achou o perdido Livro da Lei, cuja leitura produziu um notável efeito em Josias e no povo. Este livro pode ter sido uma cópia original da lei de Moisés (2 Cr 34.14), ou então do pacto que com o povo foi renovado nas planícies de Moabe, pois esses manuscritos tinham sido postos ao lado da arca (Dt 31.24 a 26); ou, mais provavelmente, era uma cópia da parte central do Deuteronômio. É provável que durante os reinados de Manassés e Amom tivesse sido proibida a leitura da Lei, e geralmente posta de parte. As passagens que foram lidas ao rei impressionaram-no profundamente (2 Rs 22.11). Parecia que Josias nunca tinha ouvido essas palavras, embora muitas cópias da lei tivessem sido feitas sob a direção de Ezequias. Como explicação do fato supõe-se que o povo ficava satisfeito naquele tempo com uma espécie de ritual, observando exteriormente a religião; e por isso ignorava as ameaças e maldições da Lei contra os transgressores. Considerando as causas em relação a si próprio e ao seu povo, mandou Josias emissários à profetisa Hulda, para que esta dissesse se as declarações da Lei haviam de ter sua efetuação no país durante a sua vida. Hulda anunciou que havia de vir a ruína sobre o país, mas que o rei teria um fim pacifico (2 Cr 34.14 e seguintes). Determinou então Josias que se procedesse segundo as direções da lei; e para este fim convocou o povo, e com ele renovou o pacto (2 Cr 34.29 e seguintes). Os planos de reforma tiveram da parte dos israelitas uma forte resistência, e por isso os zelosos e perseverantes esforços de Josias não deram resultado, sendo, portanto, o pais visitado por aquelas calamidades que tinham sido preditas (2 Rs 22.20). Faraó Neco andava em guerra com os assírios. Josias, que de algum modo estava ligado ao rei da Assíria, opôs-se com o seu exército ao rei do Egito, quando ele marchava ao longo da costa (2 Cr 35.20). Neco, na sua ansiedade de evitar qualquer conflito com o rei de Judá, desejando alcançar Carquemis (sobre o Eufrates) com as suas forças intatas, procurou afastar Josias da sua frente por meios pacíficos (2 Cr 35.21). Mas Josias estava firme nas suas determinações, e por conseqüência foi mortalmente ferido em Megido (2 Cr 35.23), tendo a idade de trinta e nove anos. Foi sepultado com todas as demonstrações de pompa e afeto nos túmulos dos reis. O profeta Jeremias, que deu começo à sua carreira pública no início do reinado de Josias, compôs uma bela elegia (que se perdeu), a qual durante muito tempo era cantada ou recitada todos os anos (2 Cr 35.25).

17. JEOACAZ

O Senhor apoderou-se de. Filho de Josias, rei de Judá. Foi escolhido pelo povo em lugar de seu irmão mais velho (2 Rs 23.31 a 36). O seu governo foi de pouca duração, pois apenas reinou três meses em Jerusalém. Apesar de não ser longo o seu reinado, ainda pôde mostrar que era opressor do povo (Ez 19.3). Foi mandado para o Egito, preso com cadeias, e ali morreu (2 Cr 36.4). Também se chamou Salum.

18. JEOAQUIM

O Senhor eleva. Irmão e sucessor de Jeoacaz, rei de Judá. Ele deveu a sua coroa a Faraó-Neco, que lhe mudou o nome, de Eliaquim em Jeoaquim (2 Rs 23.34 a 36). Por quatro anos foi tributário daquele monarca; mas, depois da batalha de Carquemis, em que Neco foi vencido por Nabucodonosor, foi Jeoaquim, e outros reis vassalos, compelido a aceitar a soberania do conquistador babilônio. Quatro anos depois da submissão da Judéia, revoltou-se o rei Jeoaquim contra o imperador da Babilônia (2 Rs 24.1); mas este, passado pouco tempo, o atacou e capturou, sendo sua intenção levá-lo primeiramente para Babilônia (2 Cr 36.6): tomando, contudo, outra resolução, mandou-o matar. E assim, depois de um reinado iníquo de onze anos, de grandes perturbações, foi Jeoaquim morto, sendo o seu corpo arremessado para fora das portas de Jerusalém, com indignação, como Jeremias o havia anunciado, pois tinha feito ver ao rei o perigo e a loucura de revoltar-se contra Nabucodonosor (Jr 22.18,19; 26.23). O caráter do rei está descrito em poucas palavras em 2 Rs 23.37: "Fez ele o que era mau perante o Senhor", sendo muitas das suas maldades a proteção que ele dava à idolatria e a perseguição aos profetas e sacerdotes (2 Cr 36.8; Jr 26; Ez 8).

19. JOAQUIM

O Senhor estabelece. Era filho de Jeoaquim e de Neusta, e rei de Judá: é também chamado Jeconias (Jr 22.24; 1 Cr 3.17). Ele nasceu por ocasião do primeiro cativeiro babilônico, quando seu pai era levado para a Babilônia. Tendo Joaquim voltado da Babilônia, reinou até que foi morto pelos caldeus, no 11º ano do seu reinado, sucedendo-lhe seu filho Joaquim. Em 2 Rs 24.8 diz-se que Joaquim tinha dezoito anos de idade, quando começou a reinar, ao passo que as Crônicas falam de 8. Este último número é provavelmente devido a erro de copista. As palavras de Jeremias: "Registai este como se não tivera filhos" (Jr 22.30) não se devem tomar no sentido mais restrito, visto como ele foi pai de mais de um filho (1 Cr 3.17; Mt 1.12). Significava a profecia que ele não havia de ter herdeiro para o seu trono, e foi isto o que aconteceu. Mal ele tinha subido ao trono, veio Nabucodonosor, e cercou Jerusalém com um exército regular. Joaquim, contudo, não fez praticamente resistência alguma, entregando-se quase logo que o inimigo principiou o cerco da cidade. Ele, a rainha mãe, e toda a sua casa foram levados para Babilônia (Jr 29.2), juntamente com todo o tesouro da cidade, e todos os habitantes de melhor posição (2 Rs 24.13; 2 Cr 36.9,10). Em Babilônia esteve Joaquim preso com todo o rigor pelo espaço de trinta e seis anos; foi só depois deste tempo que Evil-Merodaque, sucedendo a Nabucodonosor (561 a.C.), o pôs em liberdade, e o colocou num lugar de superioridade em relação aos outros cativos. E nada mais se sabe dele, não obstante terem sido Daniel e Ezequiel seus companheiros no cativeiro. Todavia, há uma tradição judaica que diz ter sido Joaquim pessoa de grande riqueza e importância, e marido de Susana. Do que se lê no cap. 24 de Jr. se pode depreender que os judeus esperavam que o rei Joaquim havia de voltar, não muito depois da sua queda. Na verdade houve uma conspiração resultante daquela expectativa; e foi isso, provavelmente, o que levou os babilônicos a terem Joaquim rigorosamente encarcerado durante o reinado de Nabucodonosor.

20. ZEDEQUIAS

Justiça do Senhor. O último rei de Judá antes do cativeiro. Quando Nabucodonosor tomou Jerusalém, levou para Babilônia o rei Jeconias (Joaquim) com as suas mulheres, filhos, oficiais, e os melhores artífices da Judéia, e em seu lugar colocou seu tio Matanias, cujo nome ele mudou em Zedequias, e fê-lo prestar juramento de fidelidade. Zedequias fez o mal à vista do Senhor. No ano nono do seu reinado revoltou-se contra Nabucodonosor, que, por esse motivo, fez marchar um exército contra Jerusalém. Jeremias aconselhou Zedequias a que se rendesse, mas ele recusou. Tomada a cidade, fugiu Zedequias, mas foi preso na planície de Jericó. Foi levado à presença de Nabucodonosor, que então estava em Ribla da Síria, e ali viu matar os seus filhos, sendo-lhe depois tirados os seus próprios olhos. Carregado de cadeias, foi levado para Babilônia. No caso de Zedequias, duas predições que pareciam contraditórias foram harmonizadas. A primeira destas (Jr 32.4) afirma que Zedequias" seria entregue nas mãos do rei de Babilônia, e com ele falaria boca a boca, e o veria face a face"; a outra profecia (Ez 12.13) anuncia que ele será levado "a Babilônia, à terra dos caldeus, mas não a verá, ainda que venha a morrer ali". O reino de Judá estava já no seu fim.

(Compilado de: Ismael A. R. Vieira e *Atlas da Bíblia – Abba Press, págs. 34 e 54.)

Coclusão

Concluí-se que mesmo alguns reis desobedecendo a Deus continuou a dinastia de Davi com os reis de Judá, pude aprender que Deus vela pela sua palavra mesmo o homem desobedecendo, mas o pecado traz conseqüências ruins. Em Israel padeceu devido a sua idolatria adquirida pelos estrangeiros e por Jeroboão com ciúmes do povo ir a Jerusalém para adorar ao Senhor.
Digo sem medo que jamais devemos desviar dos estatutos descritos nas Leis de Deus.

Segue maravilhosa música, http://www.cifraclub.com.br/sergio-lopes/o-lamento-de-israel/

Bibliografia

http://www.vivos.com.br/249.htm


A Bíblia Sagrada, Revista e Atualizada no Brasil 2ª Edição; Almeida, João Ferreira

A Bíblia em Ordem cronológica: Nova Versão Internacional / edição autorizada da obra de Edward Reese (org); tradutor Judson Canto (títulos e textos explicativos) – São Paulo: Editora Vida, 2003

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